| Imigração
no Brasil, por nacionalidade - períodos decenais 18884-1893 a 1924-1933 |
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| Nacionalidade | Efetivos
Decenais |
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|
1884-1993 |
1894-1903 |
1904-1913 |
1914-1923 |
1924-1933 |
|||
| Alemães | 227.778 |
6.698 |
33859 |
29339 |
61723 |
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| Espanhóis | 113.116 |
102.142 |
224672 |
94779 |
52405 |
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| Italianos | 510.533 |
537.784 |
196521 |
86320 |
70177 |
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| Japoneses | - |
- |
11868 |
20398 |
110191 |
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| Portugueses | 170.621 |
155.542 |
384672 |
201252 |
233650 |
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| Sírios e Turcos | 96 |
7.124 |
45803 |
20400 |
20400 |
||
| Outros | 66.524 |
42.820 |
109222 |
51493 |
164586 |
||
| Total |
883.668 |
852.110 |
1.006.617 |
503.981 |
717.223 |
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no Brasil, por nacionalidade - períodos decenais
18884-1893 a 1924-1933 |
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| Nacionalidade | Efetivos
Decenais |
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1884-1993 |
1894-1903 |
1904-1913 |
1914-1923 |
1924-1933 |
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| Alemães | 227.778 |
6.698 |
33.859 |
29.339 |
61.723 |
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| Espanhóis | 113.116 |
102.142 |
224.672 |
94.779 |
52.405 |
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| Italianos | 510.533 |
537.784 |
196.521 |
86.320 |
70.177 |
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| Japoneses | - |
- |
11.868 |
20.398 |
110.191 |
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| Portugueses | 170.621 |
155.542 |
384.672 |
201.252 |
233.650 |
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| Sírios e Turcos | 96 |
7.124 |
45.803 |
20.400 |
20.400 |
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| Outros | 66.524 |
42.820 |
109.222 |
51.493 |
164.586 |
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| Total | 883.668 |
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503.981 |
717.223 |
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Ao falarmos sobre a imigração portuguesa, não poderíamos deixar de lado a sua contribuição para tornar a culinária brasileira uma das mais ricas do mundo.
Os portugueses foram os pioneiros na Expansão Marítima, cujo objetivo era encontrar um caminho marítimo para o Oriente, em busca de mercadorias e das especiarias, que eram extremamente caras o que fazia o seu comércio muito lucrativo. Podemos dizer que os portugueses atravessaram o mundo em busca de mais sabor!
Os trópicos também modificaram a cozinha portuguesa e surgiram novas delícias unindo a Europa e a América. A culinária portuguesa é rica em doces de ovos e aqui às receitas foram acrescentados ingredientes brasileiros, como o coco. Doces feitos à base de coco e ovos tornaram-se iguarias de dar água na boca! Afinal, quem não gosta de saborear um apetitoso quindim? Ou um bom-bocado?
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Tarantella
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Muitos italianos se dirigiram ao sul do Brasil. Em parte, devido ao clima favorável, em parte pela possibilidade de comprar terras e garantir sua sobrevivência. Uma das culturas mais praticadas era a do cultivo de uvas para o fabrico de vinho. Não é de espantar, pois a Itália fabrica alguns dos melhores vinhos do mundo!
Logo, não é à toa que os italianos acabam por se estabelecer em regiões cujo clima é propício a esse cultivo. Assim, foram fundando várias cidades, especialmente na serra gaúcha - Garibaldi, Farroupilha, Bento Gonçalves, Flores da Cunha e tantas outras.
In vino veritas...
In vino veritas é uma expressão latina que significa a verdade está no vinho. Embora as primeiras mudas de uvas tenham sido trazidas para o Brasil por Martim Afonso de Sousa, em 1532, as tentativas de cultivo fracassaram. O clima das regiões nordeste e sudeste, primeiras a serem ocupadas pelos colonizadores, não era propício para as videiras e as colheitas não germinaram. Entretanto, quando os italianos chegaram ao sul do país, encontraram o clima e o solo ideais ao novo cultivo. Eles trouxeram da Itália mudas de excelente qualidade e conheciam melhor do que ninguém as técnicas para a plantação. E as videiras deram frutos...
Várias cidades fundadas por imigrantes, especialmente na Serra Gaúcha, dedicaram-se ao cultivo do vinho como Flores da Cunha e Caxias do Sul. Foi em Caxias, em 1920, que se realizou a primeira festa da uva. O objetivo era apresentar as variedades de uvas desenvolvidas e cultivadas na região. A festa fez tanto sucesso que chegou aos nossos dias sob a forma de um grande festival, envolvendo diversos produtores, se constituindo em um atrativo turístico, propiciando a criação de um grande polo econômico da região.
O progresso à italiana...
Os italianos trouxeram consigo o progresso e foram responsáveis por muitas das grandes empresas e casas bancárias do Brasil.
Empreendedores, destacaram-se não só na indústria e no comércio, mas também nas artes e, é claro, na culinária.
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Este é o titulo de um dos mais importantes livros da escritora brasileira Zélia Gattai. Filha de imigrantes italianos, nele, ela descreve sua infância e o envolvimento dos italianos na formação da classe operária brasileira, onde divulgavam novas ideias políticas, como o anarquismo, especialmente em São Paulo, nossa maior metrópole industrial.
Os italianos fundaram sindicatos trabalhistas e defendiam melhores condições de vida para os operários. Vale lembrar que, nessa época, um operário trabalhava em média 12 horas por dia e não tinha nenhum direito trabalhista como férias
ou salário-mínimo.
Buscando melhores condições de vida e trabalho, os italianos criaram uma rede de solidariedade não só para atender àqueles que já estavam no Brasil, mas, também, para integrar os novos imigrantes que chegavam. Assim, foram fundadas as chamadas "sociedades de socorro mútuo". Essas entidades auxiliavam seus associados e familiares em casos de doença, falecimento, desemprego e outras dificuldades.
O Brás, um bairro italiano e operário de São Paulo, foi a melhor tradução do crescimento de São Paulo e, é claro, da contribuição desses imigrantes.
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Arte à italiana...
Foram os italianos que trouxeram o cinema para o Brasil, além de terem fundado o TBC, Teatro Brasileiro de Comédia e uma das principais companhias cinematográficas de nossa história, a Vera Cruz.
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Ao contrário do que se pensa normalmente, os primeiros imigrantes alemães não foram para o sul do Brasil. Na verdade, eles tomaram um rumo bem diverso.
Rio de Janeiro? Hummm... não.
São Paulo, a metrópole industrial? Ops... também não.
Na verdade, o primeiro grupo de imigrantes alemães se estabeleceu... na Bahia, em 1818, onde fundaram a Colônia de São Leopoldo! Sabe por quê? Nesta época, a Bahia era um importante centro econômico, enriquecido pela lavoura açucareira.
Outros grupos vieram e, estes sim, se dirigiram para as lavouras de São Paulo e para o sul do Brasil. Em média, 250 mil alemães imigraram para o Brasil, atraídos pelas oportunidades oferecidas pelo estado brasileiro, interessado na mão de obra europeia.
Uma gente trabalhadora...
Os alemães sempre foram conhecidos pela sua disciplina e esforço. No Brasil, não poderia ser diferente. Ativos trabalhadores da lavoura, dedicavam-se com afinco a economizar para comprar suas próprias terras.
Tanto esforço e trabalho duro foram recompensados e os alemães não só puderam adquirir suas propriedades, como fundaram várias cidades, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O povo das flores...
As cidades fundadas pelos alemães destacam-se não somente pela beleza de sua arquitetura, mas também pelos seus bem cuidados jardins. Na verdade, os alemães são grandes jardineiros e conseguem cultivar flores frágeis e que requerem muito cuidado, como orquídeas e hortênsias. Essa habilidade também lhes permitiu expandir, em fins do século XIX e início do século XX, uma atividade não muito divulgada no Brasil, a floricultura.
Uma boa cerveja, uma boa mesa...
Você já ouviu falar na Oktoberfest?
A Oktoberfest é a mais alemã das festas brasileiras. Sua origem? Bem, em 1810, aconteceu a primeira Oktoberfest, em Munique, na Alemanha, em comemoração ao casamento dos reis Luiz e Teresa. A festa foi feita com a distribuição da bebida mais famosa da Alemanha: a cerveja.
Pois é, já descobriram de onde vêm uma de nossas bebidas preferidas?
Em 1984, foi realizada, em Blumenau, Santa Catarina, a primeira Oktoberfest. Hoje, esta é uma das principais festas do calendário brasileiro, reunindo pessoas de todo o Brasil que apreciam não só a cerveja alemã, mas também a sua culinária e danças típicas, uma tradição da festa.
Aliás, toda a Blumenau é um pedaço da Alemanha no Brasil, você não acha?
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É isso aí. O fusca!
O primeiro lote, com cinquenta fuscas importados da Alemanha, chegou ao Brasil em 1950. Foi um tremendo sucesso! Tanto que seis anos depois a Volkswagen começava a construção de sua montadora brasileira, em São Bernardo do Campo, São Paulo.
O fusca virou um símbolo do progresso brasileiro e hoje é artigo de colecionador.
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Flamenco
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Os judeus imigram para o Brasil desde os tempos coloniais. Buscavam nas terras brasileiras a liberdade religiosa que não tinham na Europa. Como sempre tiveram apreço pelos livros e pelas letras, foram responsáveis pela fundação de várias escolas, além, é claro, de sinagogas e associações beneficentes.
A cidade brasileira que mais recebeu os imigrantes judeus foi São Paulo. Por isso, lá se encontra a maior parte das associações israelitas.
Mas os judeus não imigraram somente da Europa.
Os sefaradis formam boa parte da atual comunidade judaica do Brasil.
Os judeus sempre valorizaram a educação, desde os tempos medievais. Assim, se tornaram grandes cientistas e matemáticos, dedicando-se também ao comércio e às artes.
Os judeus e o holocausto...
Na segunda Guerra Mundial, os judeus foram perseguidos pelo regime nazista e levados a campos de concentração, para trabalhos forçados. Milhares de judeus foram assassinados e aqueles que conseguiram fugir da Alemanha nazista refugiaram-se especialmente nos Estados Unidos e na Argentina. O Brasil também recebeu muitos desses refugiados, que perderam suas casas e suas famílias, em um período negro para a história.
Hoje, parece que nos esquecemos dos horrores desta época e vemos ressurgir grupos neonazistas, que pregam o preconceito e a intolerância. Devemos sempre lembrar que a diversidade só nos enriquece e que o respeito e a paz entre os povos é sempre possível. Exemplo disso são as negociações de paz entre Israel e Palestina.
Amantes da arte e da cultura...
No Brasil, os judeus se destacaram por sua atuação no comércio e na indústria e também na arte e na cultura. Podemos designar os judeus como o “povo dos livros”, por seu apreço pela educação e propagação de suas tradições e costumes. Assim, várias escolas judaicas foram fundadas no Brasil e são conhecidas pela excelência de seu ensino.
Da mesma forma, foram fundados o Museu Judaico, além de várias associações israelitas, como a Hebraica.
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MOHAMMED ABDU
Na verdade, árabe é uma designação genérica utilizada para os imigrantes de mesma língua e religião. De fato, o "mundo árabe" é composto por 21 países como Argélia, Arábia Saudita, Egito e Marrocos. As maiores ondas migratórias do Brasil vieram da Turquia, Síria e Líbano.
Os árabes começam a imigrar para o Brasil no século XIX, atraídos pela prosperidade econômica da lavoura e pelo desenvolvimento pelo qual o país vinha passando, em especial após a independência, em 1822.
Na segunda metade do século XIX, os países árabes passaram a viver conflitos constantes, em especial quando estavam sob o domínio do Império Turco Otomano. É por isso que muitos árabes ao chegar ao Brasil foram chamados simplesmente de "turcos".
Os libaneses dirigiram-se sobretudo para São Paulo e Minas Gerais, onde se estabeleciam no comércio. Sua familiaridade com este tipo de atividade fez com que a primeira profissão dos árabes no Brasil fosse, normalmente, a de mascate.
O que não é de surpreender. Os árabes sempre foram conhecidos como grandes comerciantes e sua importância no desenvolvimento da matemática é notável.
Descobrindo o Brasil...
Como mascates e vendedores, os árabes percorriam grandes distâncias oferecendo suas mercadorias. E, dessa forma, puderam conhecer grande parte do Brasil, sendo sua presença notada desde estados como o Rio de Janeiro até a Amazônia!
As notícias sobre a prosperidade desses imigrantes se espalharam e atravessaram o oceano, atraindo novas ondas migratórias. Os antigos mascates, que ofereciam suas mercadorias de porta em porta, aos poucos acumularam capital para montar suas lojas, os famosos armarinhos.
Essa comida é das arábias...
Uma das maiores influências dos árabes em nossa cultura está, sem dúvida, na culinária, sendo a estrela da cozinha os temperos, com destaque para a pimenta e o tahine.
Além dos temperos, destacam-se as famosas esfihas, os vários tipos de quibe e o tabule, uma espécie de salada feita com trigo e condimentos.
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Uma cultura milenar
Talvez pelo fato de o Japão ser uma ilha de tamanho reduzido e, logo, ter um espaço limitado, a arte japonesa seja extremamente delicada e pequenina. Um exemplo disso é a cultura do bonsai, pequenas árvores cultivadas em vasos.
Além das árvores anãs, os japoneses são experts na arte do origami.
Mas, o que é um origami?
Certamente, você já fez, algum dia, barquinhos de papel, aviõezinhos e chapéus de soldado não é?
Podemos dizer que isso é um origami simples.
Na verdade, quando o papel foi inventado, há mais de 2000 anos, ele era extremamente precioso. Assim, os antigos japoneses faziam pequenas esculturas de papel para oferecer aos deuses, como prova de sua devoção.
Mais tarde, essas dobraduras passaram a ser oferecidas em ocasiões especiais como casamentos. Aos poucos, a técnica difundiu-se e os origamis espalharam-se pelo mundo.
A ave Tsuru (grou ou cegonha), por exemplo, simboliza saúde, fortuna, boa sorte e felicidade e é considerada ave-símbolo do origami.
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